A presente ficha que abaixo consta foi "construída" tendo por base os domínios ou campos de preenchimento previsto no programa Matriz 3 (MatrizPCI), tendo em vista a estruturação base para registo da informação respeitante a esta tipologia de Património e à consequente adaptação da base de dados do Arquivo Municipal - Archeevo - para disponibilização online dos respectivos conteúdos.
IDENTIFICAÇÃO
N.º de Inventário: PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001-0002
Domínio: Tradições e expressões orais
Categoria: Manifestações literárias, orais e escritas
Descritores: Poesia Popular - Mariana Almeida (autora)
Denominação: "Para a amiga Maria Fernanda" (poema)
Outras Denominações: -
Identificador: CMVDG (Câmara Municipal de Vidigueira)
Tipo: Poesia Popular
Especificações: Registo identificado e recolhido pela Câmara Municipal de Vidigueira, por Luísa Costa, em colaboração com António Menêzes Produções, que efectuou a recolha em vídeo.
Contexto Tipológico: Poesia popular, oral, proveniente da autora Mariana Almeida.
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CONTEXTO DE PRODUÇÃO
Contexto Social
Entidade
Tipo: Indivíduo (Mariana Almeida)
Entidade:
Acesso: Condicionado (círculo de amigos, família ou declamação em festas ou outros eventos) / Público (através do acesso ao vídeo)
Especificações: O presente poema apenas está registado em vídeo (não se encontrando em qualquer manuscrito ou publicação), podendo ainda ser ouvido quando declamado pela autora.
Contexto Territorial
Local: Alcaria da Serra (Concelho de Vidigueira)
Classificação Geográfica: Portugal - Beja - Vidigueira - Alcaria da Serra
NUTs: Portugal - Continente - Alentejo - Baixo Alentejo
Contexto Temporal
Data: Desconhecida (entre 1940-2006)
Periodicidade: De carácter episódico
Especificações: -
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CARACTERIZAÇÃO
Caracterização Síntese: Poema dedicado a uma amiga, Maria Fernanda, que não conhece pessoalmente mas apenas pela poesia.
Caracterização Desenvolvida:
"Para a amiga Maria Fernanda"
Amiga não te conheço
A não ser na poesia
Mas desde já te ofereço
Amizade e simpatia
Não te ofereço riqueza
Porque pobre sou também
No pobre é que há nobreza
Nobre é quem nada tem
Que importa não ter lareira
Ou cama para se deitar
E não ter à sua beira
Quem o queira auxiliar
Perto da minha morada
Também um silvado havia
Também eu vinha arranhada
Sempre que às amoras ía
Minha mãe quando me via
Dizia quase zangada
Não existe em Alcaria
Moça mais endiabrada
Eu sorria envergonhada
Prometia não ir mais
Aparecia camarada
Até saltava os quintais
Com meu vestido de chita
Minhas sandálias cardadas
E lá ía a Marianita
Aos saltos pelas estradas
Sempre olho encantada
O sítio do meu silvado
Dela já não resta nada
Resta apenas o passado
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CONTEXTO DE TRANSMISSÃO
Estado de Transmissão: Activo
Descrição: Poeta popular ainda viva em 2019.
A poesia consta de uma gravação vídeo sobre a autora, editado pela Câmara Municipal de Vidigueira no ano de 2006. Proc. PT-CMVDG-PCICVDG-E-A-001-001
Data: 2006-12-14
Modo de Transmissão: Oral
Idioma: Português
Agente de Transmissão: Câmara Municipal de Vidigueira - António Menezes Produções
Especificações: PT-CMVDG-PCICVDG-E-A-001-DVD1
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ORIGEM/HISTORIAL
Mariana Gertrudes Carapeto de Almeida nasceu em Alcaria da Serra no ano de 1932 e viveu sempre nesta localidade, dedicando-se à agricultura e à "vida caseira". Começou a escrever versos e poemas aos oito anos, quando frequentava a 1ª classe, dedicando os primeiros à sua avó.
Aos 18 anos manifestou aos pais a sua vontade de estudar e mediante a oposição destes, pediu auxílio a um médico de Grândola, que os convenceu, alegando que a contrariedade da jovem em viver na aldeia, poderia trazer-lhe problemas de saúde.
Matriculou-se então no Colégio Sagrado Coração de Jesus em Beja.
A vida financeira da família sofreu então um grave revés, com consequências irreversíveis na saúde de seu pai.
A jovem Mariana, com 18 anos ainda incompletos, é obrigada a abandonar o colégio e a trocar a capa de estudante pela de oleado e pelas botas de borracha e passar a dedicar-se inteiramente à vida agrícola.
Regressa a Alcaria da Serra para gerir a vida agrícola da sua família, tomando as decisões que antes cabiam ao seu pai.
Presentemente encontra-se num lar de idosos no concelho de Cuba.
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CONTEXTO DE DOCUMENTAÇÃO
Id. Processo: PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001
Data: 2017-05-23
Entidade: Câmara Municipal de Vidigueira
Responsável: Luísa Costa e Fernanda Palma; Arquivo Municipal (revisão; edição e tratamento de áudios e vídeos; incorporação na base de dados Archeevo)
Função: Coordenação, recolha e tratamento
Observações: O poema encontra-se no processo PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001, mais especificamente, em PT-CMVDG-PCICVDG-E-A-001-DVD1
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ACÇÕES DE SALVAGUARDA
Riscos e ameaças: Desaparecimento da autora. Desaparecimento de documentos escritos pela mesma.
Acções de salvaguarda: Recolha da poesia da autora em gravação video (PT-CMVDG-PCICVDG-E-A-001-DVD1). Processo PT-CMVDG-PCICVDG-E-A-001-001
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ACÇÕES DE DIVULGAÇÃO
Denominação: -
Local: -
Data inicial: -
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BIBLIOGRAFIA
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MULTIMÉDIA
Fotografia (PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001-0002_001)
Vídeo do poema "Para a amiga Maria Fernanda" (PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001-0002_002)
Vídeo Biográfico da autora (PT_CMVDG_PCICVDG-E-A-001-001-0002_003)
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DOCUMENTAÇÃO ASSOCIADA
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OBSERVAÇÕES
A poetisa encontra-se a residir num Lar de Idosos, em Cuba, em 2019.